31/05/2017

Florença recebe convidados para o desfile Gucci Cruise 2018 e caçadores de ótimas cervejas artesanais

A cada temporada, as coleções Cruise têm ganhado mais importância. Há quem diga que elas estão maiores e mais influentes que as próprias semanas de moda. Para o resort 2018, as grandes marcas de luxo fazem viagens inesquecíveis. A Gucci (que desfilou na última segunda-feira, 29/5) levou todos os seus convidados até Florença para conferir as novidades de Alessandro Michele.

 

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O convite, no qual estava escrito “Urtica Ferox”, latim para urtiga (Foto: Reprodução Instagram / Vitor Souza)

 

A locação foi o Palazzo Pitti, um palácio renascentista próximo a Ponte Vecchio na margem direita do rio Arno. As salas do museu – todas nomeadas por algum deus greco-romano (Marte, Júpiter, Apolo, entre outros) – foram tomadas por pequenas cadeirinhas da Gucci. Em cada uma delas, estava estampado um verso de um poema de Lorenzo de Médici – grande mecenas da época da Renascença.

 

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Desde que assumiu o mais alto posto criativo na casa, Michele foi incorporando elementos vintage progressivamente ao DNA da grife.

Nesta temporada, o artista nos trouxe os clássicos (como na Grécia Antiga e Roma) e descreveu a coleção como Renascença rock ‘n’ roll.

Michele contrapõe elementos que fazem alusão direta às peças criadas por Dapper Dan, o famoso alfaiate de Harlem que usou cópias falsas de marcas de luxo, incluindo Gucci. Seus desenhos foram usados ​​pela realeza do hip-hop, na Nova York dos anos 1980 – um trabalho muito ligado à cultura negra street da cidade – ao universo clássico do Renascimento. Assim, meias 3/4, alfaiataria matelassada, peles oversized e logomania entram em contato com vestidos acetinados de silhueta império, mangas bufantes, pérolas e muito mais.

 

Foto: Getty Images

 

Foto: Getty Images

 

Foto: Getty Images

 

Michele parece ter proposto uma nova realeza. Coroas, ou melhor, guirlandas, foram praticamente usadas em todos os looks. Tiveram algumas imperatrizes vestindo vestidos caped e túnicas gráficas com lyre em seus cabelos. E o capacete-armadura de pérola ganhou destaque!

 

 

Quanto aos materiais, as pérolas eram obviamente chaves: afinal, eram uma clara indicação da aristocracia na Roma Antiga. Serviram como material dos headdresses, dos acessórios e da roupa e era mesmo o ponto focal das maquiagens e cabelos – você pode ver pérolas no cabelo e nos cantos dos olhos dos modelos.

 

Com isso, o designer mostra que há muito mais em comum entre esses dois mundos do que imaginamos. Seu mérito está em colocar duas correntes estéticas completamente diferentes e desproporcionais no mesmo patamar. Depois desse espetáculo, fica difícil não resistir ao convite da camiseta: Guccify Yourself!

 

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Florença on tap!

Depois deste show da moda, que tal uma boa cerveja? Florença é repleta de bons lugares com rótulos artesanais.

 

Confira algumas dicas:

Beer House Club, bem próximo a Piazza della Signoria, um dos principais pontos turísticos da cidade, local com uma bela carta de garrafas e várias torneiras – tanto artesanais italianas como algumas consagradas.

 

beer

 

O pub Mostodolce se destaca. Bar do birrifício de mesmo nome,  Mostodolce fica na Via Nazionale, uma daquelas ruas que não tem nenhum ponto turístico, mas fica próxima a todos eles.

O clima é bem descontraído, quase rústico, e das torneiras da casa saem as cervejas que eles produzem. A Martellina – que leva castanhas em sua composição – é considerada o grande trunfo da casa. O Mostodolce tem um público mais jovem e cardápio de pratos italianíssimos (a pizza é ótima).

 

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Já no interior da Toscana, um outro birrifício começa a chamar atenção. Fica em San Quirico d’Orcia, um vilarejo com quase 2.500 habitantes, ali entre Pienza e Montepulciano. É daquelas cidades até difíceis de achar, de tão pequena. O Birrificio San Quirico tem como sede um sobrado medieval com fachada igual a tantas outras na mesma rua.

 

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No mesmo espaço os três sócios do birrifício produzem as cervejas, oferecem degustações e vendem garrafas. As cervejas Giulitta, uma english pale ale duplo malte, e a Iris, uma belgian ale são deliciosas e, acompanhadas pela aura de se estar num lugar quase secreto, se tornam ainda mais especiais ao provar.

 

Foto: Leonardo Mesquita

 

Fontes: Elle Brasil, L’officiel, Cervejando e As Viajantes


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