12/12/2018

Moda e ativismo: Chanel não usará mais peles de animais e couros exóticos

Tudo o que envolve a supersofisticada Chanel é notícia no mundo todo e tem repercussões gigantescas.

Na última semana, a grife francesa anunciou que não vai mais usar peles de animais e couros exóticos (leia-se crocodilo, cobra, lagarto e arraia) em suas roupas e acessórios. A decisão da maior ícone da moda mundial acaba com os resquícios de dúvidas de que vestir peles de animais havia saído de moda.

Outras grifes, como Gucci, Versace e Burberry, também tomaram recentemente a decisão, mas nenhuma incluiu o croco na sua ação, por exemplo. Isso é inédito da Chanel. A disposição da maison foi baseada no fato de ser cada vez mais difícil encontrar couros e peles que estejam no padrão de qualidade e, ao mesmo tempo, de acordo com os padrões éticos da grife.

O presidente da label Bruno Pavlovsky afirmou que “Fizemos [o banimento] porque está no ar, mas não porque as pessoas impuseram isso pra nós. É uma escolha livre”.

Todos os efeitos de couro de jacaré e de píton, exibidos na última coleção em Nova York, são feitos com a técnica do Trompe-l’oeil, a partir de couro bovino estampado.

O anúncio oficial foi feito um pouco antes do desfile de Métiers d’Art,  que sempre homenageia os ateliês especializados da Chanel e, dessa vez, se referiu ao pré outono-inverno 2019/20. O espetáculo aconteceu no dia 4 de dezembro entre as ruínas do Templo de Dendur, datado de 15 a. C, no Metropolitan Museum of Art, de NYC.

 

Métiers D’Art Chanel 2018/2019 (Foto: Divulgação)

A cobrança por materiais sustentáveis é uma característica superpositiva da sociedade atual, e é claro que a moda precisa absorver esse tipo de demanda se quiser sobreviver.

Inspirada por essa decisão, me lembrei da Brigitte Bardot, que reina no panteão dos maiores ídolos do cinema e hoje vive reclusa dedicando sua vida à causa animal. Em seu livro “Lágrimas de Combate”, lançado este ano pela Globo Livros, a personalidade conta as suas batalhas e experiências como defensora dos bichos. Em uma das passagens mais marcantes, ela narra que uma vez se ajoelhou e andou de quatro entre lobas, tão perto delas que uma até levou consigo as pequenas flores que estavam no coque de La Bardot.

Em 1964, no auge de seu estrelato, quando foi apontada por Simone de Beauvoir como uma locomotiva da história das mulheres, B.B se encantou por Búzios, então um vilarejo de pescadores em cujas águas nadava nua. Graças a ela, a cidade ganhou fama internacional e hoje lhe rende homenagem dando seu nome à sua orla mais famosa, na figura de uma estátua que virou ponto turístico.

 

 

Uma homenagem mais recente veio da Cervejaria Búzios, que batizou a sua witbier de “Brigitte”. Cerveja de trigo, de cor bastante clara e espuma consistente, foi condimentada com semente de coentro e casca de laranja. Sua característica cítrica, levemente ácida, o corpo médio e o aroma suave fazem com que a receita combine com verão e praia. Sendo uma cerveja (loira) muito clara e temperada, a cervejaria afirma que não poderia ser batizada com outro nome.

A Brigitte ganhou a medalha de bronze no concurso internacional Australian International Beer Awards deste ano. Sempre ícone!


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